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Norte de Minas quer voltar a ser referência em algodão

11 dezembro 2012 1.135 views 0 Comentários

O Norte de Minas Gerais quer voltar a ser referência da produção nacional de algodão, principal insumo da indústria têxtil. O chamado ouro branco representou fonte importante de renda do Nordeste às terras mineiras. Em 2006, agricultores de Catuti e região, no Norte de Minas, plantaram 40 hectares da matéria-prima. Na próxima safra, a área prevista para a cultura chega a 500 hectares – aumento de 1.150%. A estimativa é de que sejam colhida cerca de 150 arrobas por hectare.

A esperança de que o ouro branco volte aos tempos de pujança em pelo menos parte do Norte mineiro se deve ao projeto Algodão, estruturado com o uso de sementes transgênicas e novas tecnologias na lavoura. O projeto, criado por cooperativas locais com o apoio da Secretaria do Estado de Agricultura, gerou entusiasmo entre os produtores, sobretudo nos mais antigos, que viveram a época de ouro do insumo.

Para ter ideia do que as lavouras de algodão já representaram para a economia local, na década de 1980 a cultura empregava cerca de 100 mil pessoas. Eram aproximadamente 130 mil hectares de plantio. A estimativa atual (500 hectares) se torna modesta quando comparada ao universo de três décadas atrás, mas é o primeiro passo para que lavouras da região voltem a florescer.

O declínio da produção ocorreu em razão de uma praga conhecida por bicudo. O técnico agrícola José Tibúrcio de Carvalho Filho, responsável pelo projeto Algodão, assegura que as sementes transgênicas resultam em plantas mais resistentes ao invasor. Ele propagandeia que o programa foi apresentado na conferência Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho, como uma das alternativas sustentáveis para áreas atingidas pelas estiagens.

O especialista explica que uma das vantagens da variedade transgênica é a redução da aplicação de inseticidas. Joaquim Orozimbo, ex-técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) em Porteirinha, está confiante na volta por cima da cultura do algodão: “A região era rica e todo o comércio girava em torno do algodão. Na época da colheita (de março a junho), as pessoas ganhavam muito dinheiro”, recorda.

Para evitar que o bicudo e a seca façam o projeto naufragar, o técnico agrícola José Tibúrcio diz que os agricultores vão receber orientações técnicas e apoio tanto na colheita quanto na venda da matéria-prima. Uma usina de beneficiamento de algodão deverá ser disponibilizada aos produtores. O principal alvo entre os clientes da produção é a Coteminas, fundada pelo ex-vice-presidente da República José Alencar (1931-2011) em Montes Claros.

Fonte: Jornal Estado de Minas
(com adaptações)
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