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Vivi Oliveira – Julho/2015

31 julho 2015 1.568 views 0 Comentários

SAUDADES DA PORTEIRINHA DE OUTRORA…

11116274_10204077407158965_2112915935722501735_oDepois da onda de acertos de conta com várias mortes de pessoas envolvidas no crime, Porteirinha agora se depara com uma nova onda de medo.

Que Porteirinha já não é mais aquela cidadezinha pacata, já se sabia. Mas o grau de violência de Porteirinha parece não estar compatível com o seu tamanho. O número de roubos e assaltos cresceu muito nos últimos dias. É assustador.

Não faz muito tempo, nossas crianças podiam ir à escola, sozinhas, os adolescentes ficavam até tarde brincando nas portas de suas casas, com seus amigos vizinhos e não tão vizinhos assim, já que as ruas eram tranquilas. Os pais assistiam aos seus jornais e novelas tranquilamente com portas e janelas abertas. Mas isso é coisa de outrora!

Hoje, vivemos em prisões domiciliares, ainda assim, com medo de que ela seja invadida. Não temos tempo nem mesmo de assimilarmos as informações de um acontecimento, que já vem a notícia de outro. Nem mesmo a agilidade dos aplicativos de mensagens nos facilita nisso e, às vezes, por incredulidade na gravidade ou na esperança de que tudo passe, chegamos a pensar que tanta informação não passa de brincadeira ou mal entendido.

Um assaltante foi morto, em fuga. Outros tantos foram presos. Aliás, como se já não bastasse os acontecimentos daqui, a Bahia ainda exportou um caso para cá! Roubos de moto em pleno dia, assaltos a casas, comércios, nas ruas, no centro, bairros, zona rural… Levam de um simples celular a 300 mil em joias…

Somos surpreendidos por número, horário e, nível de violência. Antes ouvíamos falar de roubos “a mãos lisas”, incentivados por descuidos dos donos, ou invasões a casas vazias. Hoje, nos deparamos com assaltos à mão armada, revolver apontado à cabeça, aprisionamento de vítimas, violência física e ameaças de morte. De assaltos aparentemente sem justificativa a operações planejadas, estamos, todos, sujeitos. Não há discriminação de idade, sexo, ou poder aquisitivo.

Ficamos presos em nosso medo. Encarceramo-nos em nossas casas, já que os bandidos estão soltos. Deixamos de viver nossas vidas para que eles sigam os seus planos. Deixamos de confiar no próximo, olhamos a todos com precaução. Já não paramos na esquina para conversarmos com aquele amigo, e também não adianta ligar se estou na rua, porque não posso expor meu celular, nem a minha vida. Vivemos em clima de cidade grande, mesmo tendo preferido uma cidade pacata e tranquila como se espera de Porteirinha.

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Sabemos que o país atravessa uma crise financeira grave. Mas até que ponto isso tem incentivado esse aumento no índice de roubos e assaltos? Considerando que, aparentemente não são pais de família desesperados que estão praticando estes roubos, o que, de fato, tem incentivado tantos delitos? Serão as drogas infestadas em nossas famílias também dessa forma?

O que podemos fazer? Será o bastante, blindarmos nossas casas, nossos veículos? Será preciso nos blindarmos dos contatos com amigos e família, contra todo esse caos que se instala na cidade?

Já tenho saudades da Porteirinha de outrora. Da Porteirinha que escolhemos, da Porteirinha que tivemos.

 

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