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Norte de Minas será nova fronteira da mineração

6 novembro 2011 2.191 views 2 Comentários

Imagem da Serra Geral no município de Serranópolis de Minas

Os recursos e potencialidades que o Norte de Minas conhece hoje contrastam com a imagem da pobreza castigada pelo clima semiárido que sempre se associou à região. As Minas da Região Norte são muitas, e vão da pecuária à produção da biotecnologia avançada, da produção de energia elétrica e biodiesel à fabricação de produtos têxteis, da fruticultura à produção de florestas, da cachaça de qualidade à paçoca de carne de sol. Para ampliar essa lista, nos últimos dois anos, a mineração surgiu como uma das atividades capazes de transformar a realidade nas áreas menos desenvolvidas. É o que deve acontecer no Alto Rio Pardo e na Serra Geral, onde a exploração de jazidas de minério de ferro deve receber investimentos de R$ 7 bilhões nos próximos cinco anos.

A transformação do Norte de Minas na nova fronteira mineral do estado é aposta de grandes empresas nacionais e multinacionais detentoras de direitos minerais na região. Entre elas, Vale, CSN, Grupo Votorantim, MTransminas, Mineração Minas Bahia (Miba) e Gema Verde.

A ideia é viabilizar a exploração de minério de baixo teor. A reserva estimada é de 20 bilhões de toneladas de minério abrangendo 20 municípios, entre eles Salinas, Rio Pardo de Minas, Grão Mogol, Porteirinha e Nova Aurora. Para alavancar a exploração mineral nessa nova fronteira, no entanto, será preciso infraestrutura e planejamento logístico.

“Num futuro próximo, o minério de ferro vai levar para o Norte de Minas o mesmo desenvolvimento que levou para a Região Central e para o Quadrilátero Ferrífero. Isso significa a criação de infraestrutura e construção de rodovias. Será preciso desenvolver a produção de energias renováveis, como eólica e fotovoltaica, e construir novas barragens, que também servirão para a irrigação. O gás natural da Bacia do São Francisco poderá ser usado na produção siderúrgica”, observa Paulo Sérgio Machado Ribeiro, subsecretário de Desenvolvimento Mínero-metalúrgico e Política Energética do estado de Minas Gerais.

“Num futuro próximo, o minério de ferro vai levar para o Norte de Minas o mesmo desenvolvimento que levou para a Região Central e para o Quadrilátero Ferrífero.”

Levantamento feito pela Agência de Desenvolvimento da Região Norte de Minas Gerais (Adenor) aponta ainda que o agronegócio, representado principalmente pela fruticultura, é uma das principais alternativas econômicas para o desenvolvimento da região. É o que se nota nas unidades produtoras concentradas nos projetos de irrigação do Jaíba, Gorutuba e Pirapora. A agricultura familiar é outra fonte de renda importante para a região.

Fonte: Jornal Estado de Minas
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2 Comentários »

  • César disse:

    Muito bom agora é preciso que a BR 122 seja adaptada e que sejam construídos anéis rodoviários na BR 122 em todas as cidades por onde passa em Minas inclusive em Porteirinha

  • Januário Rodrigues Pereira disse:

    TODA EXPLORAÇÃO MINERAL É VIÁVEL DESDE QUE SEJA DENTRO DAS NORMAS LEGAIS, E SENDO NUMA REGIÃO ULTIMAMENTE CASTIGADA PELA SECA, QUE SEJA REVERTIDA EM BENEFÍCIOS PARA A REGIÃO.

    JANUÁRIO RODRIGUES (DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO) IMPRENSA NAACIONAL/BRASÍLIA/DF

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