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Ato em protesto aos crimes contra mulheres e impunidade é realizado em Porteirinha

31 outubro 2016 468 views 0 Comentários

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O Coletivo de Mulheres Organizadas do Norte de Minas realizou nesta segunda-feira, 31, uma grande marcha em Porteirinha para denunciar a impunidade aos crimes contra as mulheres e cobrar das autoridades competentes maior agilidade na solução dos casos. A caminhada, que reuniu mulheres de toda a região, partiu do Centro Cultural e seguiu pelas ruas da cidade em direção às sedes da Delegacia de Polícia Civil, Ministério Público e Fórum, onde foi feita a entrega de uma carta que continha todas as reinvindicações direcionada às autoridades.

De acordo com o Coletivo de Mulheres, a violência contra as mulheres nas comunidades rurais é tão ou mais acentuada do que na área urbana. “O fato é que, por estarem localizadas em comunidades rurais, os atos de violência e crimes sofridos por essas mulheres têm pouca visibilidade e, por não serem devidamente apurados, os responsáveis não são punidos. Além disso, muitas vezes, esses crimes nem aparecem nas pesquisas realizadas” explica a presidente do Coletivo, Maria de Lourdes Nascimento.

Em documento enviado à imprensa, a presidente ainda destaca que, na região do Norte de Minas, em especial nos municípios próximos ao local da Marcha, vários crimes aconteceram nos últimos tempos:

– Um estupro coletivo de uma jovem na comunidade rural de Tocandira;

– Dois estupros de menores de idade e um assassinato na comunidade rural de Amargoso;

– Um estupro em Pai Pedro;

– Tentativa de duplo assassinato de mãe e filha, em que o padrasto deixou a menor, sua enteada, cega com uma facada no olho, e a companheira, esfaqueada, com duas perfurações. O crime ocorreu na comunidade de Furado das Lajes, há três anos e ainda não teve nenhum esclarecimento;

– Uma idosa encontrada morta em seus aposentos com sinais de agressão, em Porteirinha;

– Uma tentativa de assassinato em que a mulher teve parte do corpo queimado, em Serranópolis de Minas.

Segundo Maria de Lourdes, a situação é preocupantes e é preciso mobilizar a todos nesta causa. “Estamos preocupadas e inconformadas com tal situação, o Coletivo de Mulheres promoveu este ato público, envolvendo inúmeras mulheres, numa tentativa de cobrar das autoridades locais, informações e celeridade na apuração e condenação desses crimes, bem como a condenação dos criminosos”, destacou.

SOBRE O COLETIVO DE MULHERES: A Associação do Coletivo de Mulheres Organizadas do Norte de Minas – ACMONM foi criada em 2010 com o objetivo de organizar as mulheres das comunidades rurais para que, juntas, possam lutar pelos seus direitos, combatendo a violência doméstica, criando autonomia financeira, gerando renda para melhorar a qualidade de vida das famílias rurais, soberania alimentar, fortalecimento nos debates relativos às questões ambientais e ocupação dos espaços políticos e sociais que lhes são de direitos nas instituições e entidades as quais representam ou possam vir a representar.

A Associação é formada por 55 mulheres, sendo 95% trabalhadoras rurais das microrregiões da Serra Geral, Alto do Rio Pardo e Montes Claros, envolvendo, ao todo, 37 municípios. O processo de mobilização e envolvimento deste grupo com outros desta região tem tomado proporções consideráveis. Já foram realizadas várias atividades, dentre elas, cinco marchas entre o período de 2010 a 2015, tendo sido a primeira com um grupo de 1.000 mulheres, e a última, já alcançando um movimento composto por, aproximadamente, 6.000 mulheres.

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